A expedição – cujo tema este ano é ‘O desafio de fazer ciência e qualidade ambiental em tempo de pandemia’ – ocorreu entre os dias 30 de novembro e 10 de dezembro

O Instituto Tecnológico e de Pesquisas do Estado de Sergipe (ITPS) participou, pela primeira vez, da Expedição Científica do Baixo São Francisco. A iniciativa, que é da Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e está em sua terceira edição, tem o objetivo de elaborar um diagnóstico dos efeitos da poluição, pesca, carcinicultura e desmatamento na região do Baixo São Francisco, assim como traçar o perfil socioeconômico das comunidades ribeirinhas.
A expedição – cujo tema este ano é ‘O desafio de fazer ciência e qualidade ambiental em tempo de pandemia’ – ocorreu entre os dias 30 de novembro e 10 de dezembro e contou com aproximadamente 50 pesquisadores, duas embarcações-laboratórios de grande porte, seis lanchas de apoio ao deslocamento das equipes em coleta e quatro veículos para apoio em terra. O roteiro de 350 km incluiu os municípios de Piranhas, Pão de Açúcar, Traipu, Porto Real do Colégio, Igreja Nova, Penedo, Piaçabuçu, todos em Alagoas, além de Própria e Brejo Grande, em Sergipe.

Na expedição, o ITPS, que têm larga experiência no monitoramento de rios, atuou, na coleta de amostras para monitoramento da qualidade da água no Baixo São Francisco. O químico e especialista ambiental, Lucas Fonseca, integrante do Laboratório de Química de Água (LQA), utilizou uma sonda multiparamétrica, cedida pela ANA ao ITPS, que permite analisar, in loco e simultaneamente, parâmetros como pH, condutividade, turbidez, oxigênio dissolvido e salinidade. Outra vantagem do equipamento é a possibilidade de análise em profundidade, permitindo assim traçar um perfil vertical do rio.
“A fase de coleta das amostras de água é ponto de partida de todo processo analítico. Se houver alguma ação inadequada, os resultados das análises podem ser comprometidos. Neste caso, a utilização da sonda é um diferencial. Como as análises são feitas in loco, as chances de incerteza das medições são reduzidas, gerando maior confiabilidade aos resultados”.

A diretora técnica do ITPS, Lúcia Calumby, agradeceu à Universidade Federal de Alagoas (UFAL) e à Universidade Federal de Sergipe (UFS) pelo convite feito ao ITPS para participação na expedição. “O ITPS agradece ao professor do Departamento de Química da UFS, Silvânio Silvério, por ter feito o convite para que um profissional do nosso Laboratório de Química de Água participasse dessa expedição de cunho científico-tecnológico, fazendo com que um universo de conhecimentos visse para nós sergipanos. Agradecemos também à UFAL por ter aceito esta indicação e ter nos dado a oportunidade de viver essa experiência enriquecedora”.
Estudos científicos
Os estudos da 3ª Expedição Científica no Baixo São Francisco estão centralizados em 25 áreas diversificadas, como pesca, poluentes, limnologia, microbiologia, ictiofauna, hidrologia, arqueologia subaquática, turismo de base comunitária e socioeconômica, tratamento de água, saúde coletiva e bucal.
Todas as informações geradas pelos pesquisadores serão utilizadas como ferramentas de gestão, pois serão compiladas em um relatório e enviadas aos órgãos de gestão das águas do rio são Francisco, especialmente, ao Comitê da Bacia do Rio SF (CB). A expedição é um projeto considerado de pesquisa e ação, ou seja, busca, ao longo do tempo, a partir das informações geradas, atacar os problemas diagnosticados nas pesquisas.
Lançamento de livro
As duas primeiras edições da expedição ocorreram em 2018 e 2019, resultando, entre outras coisas, na publicação do livro ‘O Baixo São Francisco: características Ambientais e Sociais’. A obra, que conta com a colaboração de mais de 50 pesquisadores, foi lançada na abertura da 3ª expedição e traz dados geográficos ambientais sobre a fauna e flora do rio São Francisco, tanto em Alagoas como em Sergipe.
Ascom/ITPS














